segunda-feira, 23 de outubro de 2017

Instituto Mário Avancini

(texto de Rubens Herbst para o Jornal A Notícia de 08 de setembro de 2017)


Rubens: Instituto quer tornar realidade o sonho do joinvilense Mário Avancini Arquivo Pessoal/Arquivo Pessoal
Foto: Arquivo Pessoal

A semente do Instituto Mário Avancini foi plantada e desde abril está sendo regada por um grupo de artistas, familiares e voluntários para gerar o fruto sonhado pelo lendário escultor joinvilense (foto): usar sua obra para ajudar crianças e adolescentes em situação de risco. Foi um desejo revelado poucos meses antes de falecer, em 1992, segundo a neta Daniela Avancini.

– A arte foi o bálsamo da vida dele. Apesar de ter passado por dificuldades, a arte fez de sua vida especial e serena. Para ele, a arte tem o poder de sublimar dores e dificuldades diversas – conta.

O grupo aguarda a aprovação do CNPJ da entidade para começar, efetivamente, a tirar os planos do papel. Além da participação em editais, uma das medidas será se tornar uma organização da sociedade civil de interesse público (Oscip), o que facilita convênios e parecerias com órgãos públicos. Mas isso só será possível após um ano trabalhando na comunidade. Então, a ideia é começar ainda neste ano a oferecer cursos gratuitos, possivelmente em algum espaço no Boa Vista, onde Mário morou por muitos anos. O voluntariado será uma marca forte do instituto, que se manterá com a contribuição dos associados e receitas vindas de editais.

– Queremos levar a essa criança em vulnerabilidade social a possibilidade de ser um cidadão por inteiro. Por meio dos conceitos da economia social, também levaremos a possibilidade de aprender a produzir. Aí entrará a proposta das práticas integradas e complementares, pois o objetivo do instituto é cuidar da criança e da família como um todo, oferecendo educação por meio da arte – diz Daniela.

Como complemento à boa nova da entidade, vem aí a versão em longa metragem do documentário "Mário Avancini – Decifrando a Linguagem das Pedras", que estreou em dezembro passado em formato de curta. O projeto foi selecionado em um edital da Ancine e tem até o final do ano para captar os recursos (via abatimento fiscal) junto a empresas. Segundo Daniela, será uma produção completamente nova, misturando documentário e ficção, inclusive com uso de atores.

Link para a reportagem: http://anoticia.clicrbs.com.br/sc/cultura-e-variedades/noticia/2017/09/rubens-instituto-quer-tornar-realidade-o-sonho-do-joinvilense-mario-avancini-9890775.html

domingo, 13 de agosto de 2017

Fritz Alt - "Do Barro ao Bronze"

Durante o 35º Festival de Dança de Joinville (jul/2017), o Projeto de Salvaguarda e Disseminação do Acervo Artístico "Do Barro ao Bronze" (de Pita Camargo e Joel Gehlen) foi exposto no Centreventos Cau Hansen.

Confira alguns registros:


Entenda mais sobre o projeto:

























quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Exposição de Mário no Circolo Italiano

Em março de 2017 aconteceu uma exposição de Mário Avancini no Circolo Italiano com algumas obras e ferramentas utilizadas em suas esculturas.
Confira algumas fotos da exposição:






Fotos de Jornei da Costa, tiradas em 08 de março de 2017.

sábado, 15 de julho de 2017

"Mário Avancini - Decifrando a Linguagem das Pedras"

Veja na íntegra o documentário "Mário Avancini - Decifrando a Linguagem das Pedras", sobre o grande escultor catarinense.



"Contar a história de Mário Avancini significa, na verdade, contar várias histórias: a do grande escultor de ascendência italiana que desenvolveu sua carreira em Joinville; a história da cidade, cujas ruas foram calçadas pelo escultor; a história da Casa da Cultura de Joinville, que teve Mário Avancini como professor; a história da importante obra do artista; a história de uma família da qual ele foi pai e avô. Por último, é abordar o vácuo deixado pela morte do escultor, tanto na cidade como na família. Este documentário se propõe a começar a contar estas histórias".

Direção de Luciano Coelho, produção de Chris Spode e Daniela Avancini, pesquisa de Juli Rossi, música original de Lausivan Corrêa, design gráfico de André Coelho, contribuição de pesquisa de Márcio Paloschi, entrevistas com Antonio Mir, Marcos Avancini, Margit Olsen, Marina Marina H. Medeiros Mosimann, Marli Silva Avancini e Nadja De Carvalho Lamas.

segunda-feira, 26 de junho de 2017

Abertura da Exposição de Mário Avancini

(clique para ampliar) 

No dia 14 de junho de 2017 aconteceu a abertura da exposição "O homem que via as pedras com o coração", do artista Mário Avancini na Câmara de Vereadores de Joinville. A exposição vai até dia 14 de julho.

"Cabeça de Índio"

"A Poética da Pedra
Na vida do escultor Mário Avancini, a pedra, ao ser talhada, ocupa um lugar de distinção expressando simbolicamente a ligação entre a liberdade de criação e a servidão. O artista conhecia profundamente o ofício, se a pedra sangrava sob a ação do corte ou se o olhar apurado desnudava formas, dizia ele, já estarem contidas em seu interior. Ao transformar a pedra bruta com suas ponteiras ele se enobrece e se ilumina. O calcário que sofreu a pressão do tempo transformando-se em mármore, é agora suporte e meio de expressão criadora do artista, que com maestria cria sua poética. Com a força do trabalho e alma sensível, o operário revela-se artista deixando-nos um legado precioso. 

A sua poética evidencia um pensamento tridimensional consistente e sensível, as formas e o volume vão se transformando entre suaves contorções, contrastes de texturas, que se modelam com delicadeza. A pedra dura se deixa modelar, como se fora maleável. Nas mãos do “seu Mário”, o gesto de esculpir era também o de revelar o humano, a semente ou o fogo. 

Mário Avancini teve também um papel político na vida artística da cidade, foi um dos nomes que juntamente com outros importantes artistas de Joinville, protagonizaram um movimento histórico na década de 70 para a criação do Museu de Arte de Joinville".

Nadja de Carvalho Lamas
Letícia Coneglian Mognol
Curadoras

Confira algumas fotos da abertura da expo:

Ferramentas utilizadas por Mário Avancini




Obras presentes na exposição:
 Cabeça de Índio
Mão em reza
Mão em figa
Mão com pessoa
Dorso
Figura sentada – aconchego
Obra inacabada
Chama da liberdade
Ecologia (abstrato) ou semente
Caixa de Ferramentas do artista


Daniela Avancini, neta de Mário, fazendo o discurso de abertura da exposição.

Nadja de Carvalho Lamas e Letícia Mognol, curadoras da exposição



  
  

  
  




Fotos de Daniela Avancini